A beleza do amor salvífico de Jesus Cristo morto e ressuscitado

A beleza do amor salvífico de Jesus Cristo morto e ressuscitado

POSTADO EM 07 de Outubro de 2021

A beleza do amor salvífico de Jesus Cristo morto e ressuscitado

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Na Exortação Apostólica “Evangelli Gaudium” o Papa Francisco ao tratar da transformação missionária da Igreja, reconhece que “se pretendemos colocar tudo em chave missionária, isso aplica-se também à maneira de comunicar a mensagem” (EG, n. 34). Hoje em dia verifica-se por meio dos mass-media católicos e outros modos de evangelizar uma pastoral missionária "obsessionada pela transmissão desarticulada de uma imensidade de doutrinas que se tentam impor à força de insistir” (EG, n. 35).

Uma pastoral missionária que queira chegar a todos e todas sem exceção deve preocupar-se com o anúncio concentrado no essencial, no que é mais belo, mais importante, mais atraente e, ao mesmo tempo, mais necessário. (Cf. EG, n. 35). Neste núcleo fundamental, o que sobressai é a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado. O Concílio Vaticano II afirmou que “existe uma ordem ou “hierarquia” das verdades da doutrina católica que é válida tanto para os dogmas da fé como para o conjunto dos ensinamentos da Igreja, incluindo a doutrina moral. (Cf. EG, n. 36)

São Tomás de Aquino também afirma existir uma hierarquia nas virtudes e ações que dela procedem e a maior delas é a “fé que atua pelo amor” (Gl 5,6). As obras de amor ao próximo são a manifestação externa mais perfeita da graça interior do Espírito: “O elemento principal da Nova Lei é a graça do Espírito Santo, que se manifesta através da fé que opera pelo amor”. Assim, a misericórdia é a maior de todas as virtudes. (Cf. EG, n. 37).

A pregação missionária considerando a importância de anunciar o que é essencial, o que é mais belo, mais importante, mais atraente e, ao mesmo tempo, mais necessário deve entender que quando a pregação é fiel ao Evangelho, manifesta-se com clareza a centralidade de algumas verdades e fica claro que a pregação moral cristã não é uma ética estóica, é mais que uma ascese, não é uma mera filosofia prática nem um catálogo de pecados e erros. O Evangelho convida, antes de tudo, a responder a Deus que nos ama e salva, reconhecendo-O nos outros e saindo de nós mesmos para procurar o bem de todos. Todas as virtudes estão ao serviço desta resposta de amor. (Cf. EG, n. 39)


Se este convite não refulge com vigor nem fascínio, estamos correndo o risco de tornar o edifício moral da Igreja num castelo de cartas e este é o nosso maior perigo, ou seja, não anunciar propriamente o Evangelho, mas algumas acentuações doutrinais ou morais, que derivam de certas opções ideológicas. Deste modo, a mensagem corre o risco de perder seu frescor e já não ter o “perfume do Evangelho” (Cf. EG, n. 39)

Ao retomar os pontos fundamentais sobre o que seja essencial no anúncio do Evangelho, segundo a Exortação Apostólica “Evangelli Gaudium”, possamos, enquanto batizados e batizadas, missionários e missionárias refletir acerca da beleza do anúncio do amor salvífico de Jesus Cristo morto e ressuscitado que somos chamados e chamadas a comunicar com palavras e a vida.

Pe. José Antonio Boareto

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