Orientações litúrgico-pastorais para o Ciclo Pascal

POSTADO EM 26 de Janeiro de 2018

       “... A conversão nunca é de uma vez para sempre, mas é um processo, um caminho interior de toda a nossa vida. Este itinerário de conversão evangélica certamente não pode limitar-se a um período particular do ano: é um caminho de cada dia, deve abraçar toda a nossa existência, todos os dias de nossa vida. Nesta ótica, para cada cristão e para todas as comunidades eclesiais, a Quaresma é a estação espiritual propícia para se treinar com maior tenacidade na busca de Deus, abrindo o coração a Cristo. Santo Agostinho certa vez disse que a nossa vida é uma única prática do desejo de nos aproximarmos de Deus, de nos tornarmos capazes de deixar entrar Deus em nosso ser. ‘Toda vida do cristão fervoroso diz é um santo desejo’. Se é assim, na Quaresma somos estimulados ainda mais a arrancar ‘aos nossos desejos as raízes da vaidade’ para educar o coração a desejar, isto é, a amar a Deus. ‘Deus: diz ainda Santo Agostinho, estas duas sílabas, são tudo o que desejamos’ (cf. Tract, in Iohn., 4). Esperamos que realmente comecemos a desejar Deus, e assim a desejar a verdadeira vida, o próprio amor e a verdade...” (Bento XVI, um caminho de fé antigo e sempre novo. Pregações para o Ano Litúrgico – Ano ‘C’, p. 250).    


TEMPO DA QUARESMA


“... ‘Convertei-vos e crede no Evangelho’! A Quaresma é um tempo forte de penitência e de mudança de vida, que nos insere sempre mais no mistério de Cristo. Conversão possibilita o retorno da dispersão para a nascente inesgotável da vida: Jesus Cristo Crucificado – ressuscitado. Neste sentido a Igreja reza: ‘dai-nos no tempo aceitável, um coração penitente, que se converta e acolha o vosso amor paciente’. A Quaresma nos encaminha para a Páscoa! É o tempo em que somos tocados pela Palavra, cultivamos a oração, o amor a Deus e a solidariedade fraterna. Somos despertados para os sentimentos de Jesus Cristo...” (texto base da Campanha da Fraternidade – 2018, nº? 9 e 10).


A simplicidade e o despojamento, com a ausência de flores na ornamentação do espaço celebrativo, marcam o estilo de vida da comunidade nesse tempo de caminhada para Páscoa.

A cor litúrgica roxa não é sinônimo de tristeza, mas de sobriedade e de austeridade. Pode ser usada a cor rósea no Domingo Laetare – Quarto Domingo da Quaresma, “próximo ao grande dia”.

Quarta Feira de CINZAS e Sexta Feira Santa são dias de JEJUM e ABSTINÊNCIA. “... o sentido do nosso jejum não reside somente na abstenção do alimento, e não existe proveito apenas subtraindo os alimentos do corpo, a não ser que o coração se afaste da iniquidade e a língua se abstenha da calúnia. Devemos, portanto, mortificar nossa liberdade na alimentação para que as outras inclinações sejam contidas pela mesma lei. Este tempo é de mansidão e paciência, de paz e tranquilidade: nele, excluindo a contaminação de todos os vícios, devemos adquirir as virtudes duráveis...”. “... Mas, nada está mais unido utilmente aos jejuns razoáveis e santos do que as boas obras das esmolas, que sob o nome único de obras de misericórdia, também abrangem muitas ações louváveis de bondade, graças às quais, apesar de recursos desiguais, as almas de todos os fiéis podem se igualar entre elas. O amor que se deve igualmente a Deus e ao homem nunca seja impedido por obstáculos tais que não deixe mais livre para desejar sempre o acordo com o bem...” .“... Cessem as vinganças, as ofensas sejam perdoadas, transformai a severidade em doçura, a indignação em mansidão e a discórdia em paz. Percebam-nos todos os homens, modestos, calmos, bons, de tal modo que nossos jejuns sejam agradáveis a Deus. Enfim, nós lhe ofereceremos o sacrifício da verdadeira abstinência e da piedade verdadeira se soubermos nos abster de toda a maldade. Mas, não tenhamos nenhuma comunhão de sentimentos com os inimigos da cruz de Cristo, para que a santidade dos fiéis não seja corrompida associando-se aos ímpios...” (São Leão Magno – Papa. Sermões sobre a Quaresma).

ATENÇÃO: As cinzas são confeccionadas com Ramos e Palmas do ano anterior.  O gesto de imposição da mesma, seja realizado após a homilia, omitindo-se o Credo.            

A espiritualidade quaresmal e a Campanha da Fraternidade, com o tema: “Fraternidade e Superação da Violência”, e o lema: “Vós Sois Todos Irmãos” ( Mt 23, 8). “... despertem em nós a cultura da Fraternidade, apontando os princípios da justiça, denunciando ameaças e violações da dignidade e dos direitos, abrindo caminhos de solidariedade. A vida fraterna é a síntese do Evangelho: “como meu Pai me ama, assim também eu vos amo. Permanecei no meu amor” (Jo 15,9). Ela testemunha a nossa dignidade como verdadeiros filhos e filhas de Deus (cf. texto base da C.F, nº14).

“Na Quaresma, a liturgia despede-se do seus Aleluias e de suas glórias, convidando-nos à sobriedade e ao despojamento do supérfluo. É um tempo de germinação silenciosa e profunda, iluminada pela esperança e expectativa...” (cf. texto base C.F nº13).

ATENÇÃO: Na solenidade de São José, dia 19 de março, pode-se recitar ou cantar o hino de louvor.

Moderar a altura dos instrumentos. Eles têm a finalidade de sustentar discretamente o canto.  O uso descomedido e inconveniente da bateria tem feito muito barulho e prestado muitas vezes um desserviço à Liturgia. Pedimos não usá-la, sobretudo, no tempo da Quaresma. A liturgia, mormente a Eucaristia, não é espetáculo, entretenimento, um bate palma desmedido e sem sentido, mas a celebração do Mistério de Cristo no tempo. O Papa Francisco, em suas catequeses, está insistindo no silêncio na Liturgia.

Durante a Quaresma, valorizar o Ato Penitencial, usando a criatividade nos gestos (ajoelhar-se, inclinar-se, ...). Embora não tenha a força de sacramento, o mesmo exprime a “...consciência de pertencer desde já ao mundo novo nascido da morte e ressurreição de Jesus, e a necessidade de acompanhar com perseverança e humildade o processo ainda incompleto da nossa conformação a Cristo, o homem novo...” (Roteiro Homilético para Quaresma – Ano A, 2017).

A Palavra de Deus seja proclamada do livro – Lecionário que são as lições selecionadas pela Igreja, para os três ciclos da Liturgia: Anos A,B,C. Se houver Evangeliario, mas não houver diácono o leitor pode sustentá-lo um pouco mais elevado, na procissão de entrada.

ATENÇÃO: O lecionário não faz parte da procissão de entrada.

Insisto: É fundamental a preparação dos leitores, para que a Palavra de Deus seja proclamada, acolhida com alegria e compreendida por todos os que estão na assembléia, não simplesmente

lida, e às vezes, muito mal, sem sentido. “... A proclamação litúrgica da palavra de Deus, principalmente no contexto da assembleia eucarística, não é tanto um momento de meditação e de catequese, como, sobretudo, o diálogo de Deus com seu povo, no qual se proclamam as maravilhas da salvação e se propõem continuamente as exigências da Aliança...” (EG, Nº137). “... O silêncio hoje é o grande ausente. Ele é condição essencial para colocar-se na escuta sincera do Senhor, da sua voz que sobe do íntimo da consciência, da sua Palavra meditada e rezada, bem como através dos acontecimentos. Momentos de silêncio durante as celebrações: ao inicio, para entrar bem na celebração, depois das leituras ou da homilia, e depois da comunhão. Evitar excessivas explicações durante a celebração. Deixar falar o RITO. Não se cria silêncio interior, se não se cultiva também o silêncio fora de nós. Neste tempo, seria útil praticar a distância dos instrumentos sem número, que invadem nosso espaço vital: TV, internet, rádio, iPod, celular que já invadiu nossas celebrações, etc. É uma forma inteligente e atualizada de praticar um ‘jejum’ verdadeiramente saudável...” ( Roteiro Homilético para Quaresma – Ano A, 2017).

Valorizar o Salmo Responsorial, parte constitutiva da liturgia da Palavra. O mesmo pode ser recitado ou cantado, do Ambão ou Mesa da Palavra. Não vale qualquer canto de meditação. Atenção: Consultar o Hinário-Litúrgico da CNBB, volume II, o CD próprio da Quaresma. Todo povo deve cantar a Liturgia, e não apenas um grupo de privilegiados, como tenho observado em algumas paróquias da Diocese. Na Quaresma é oportuno usar as Orações Eucarísticas da Reconciliação,  mais indicadas para esse tempo.

Atenção para a homilia “... que é sempre diálogo amoroso comprometedor entre Deus e seu povo. Um diálogo fraterno continuando o assunto da conversa que Deus vem fazendo conosco através das leituras e dos fatos da vida. Ela tece harmoniosamente uma relação entre a Bíblia, a celebração e a vida. Estabelece um elo entre a proposta de Deus e a resposta da assembleia. A homilia é ação simbólica assim como cada momento da liturgia da palavra. Não pode ser confundida com sermão, discurso temático ou pregação com caráter moralizante. Não é estudo bíblico ou catequético nem reflexão e, muito menos, deve ser substituída por desabafos pessoais de quem a faz. É mais do que explicação dos textos bíblicos. Ela deve fazer arder os corações, abrindo-os a conversão, a transformação pessoal, comunitário – social...” (cf. Liturgia em mutirão – subsídios para formação – CNBB, páginas 113 – 114).     

A oração da CF pode  encerrar as preces dos fiéis ou ser recitada após a oração pós- comunhão.

Toda Comunidade Eclesial deve ser esclarecida e motivada, desde o começo da Quaresma para o gesto concreto da CF.  São  muitos  os  modos  de  penitência,  partilha e solidariedade que podem colaborar para que a Igreja em todo o Brasil continue concretizando projetos de ação evangelizadora na perspectiva social, sobretudo nas regiões mais carentes, formandos presbíteros, agentes de pastoral e construindo espaços para reunir o povo.

O gesto concreto da CF que pertence à Diocese será aplicado na formação de Agentes das Pastorais Sociais, mormente de lideranças paroquiais, ou na ajuda de algum projeto afim (CF/2018) a ser encaminhado pela Pastoral Social Diocesana. Os desafios são muitos. Tudo dependerá de nossa oferta generosa. É a dimensão social de Quaresma. Todos devem fazer a sua oferta no Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, dia 25 de março de 2018, fruto da penitência quaresmal e não simplesmente uma esmola. Nenhuma Paróquia ou Comunidade pode omitir-se. Lembramos ainda a importância da coleta para os Lugares Santos, realizada na Sexta-Feira Santa, e que tem colaborado para dirimir situações que envolvem refugiados e comunidades cristãs perseguidas, a começar da própria Terra Santa. ATENÇÃO: É desagradável ao Bispo, ter que lembrar algumas paróquias de que devem enviar para a Cúria, no tempo previsto, a coleta realizada.

 Peço aos irmãos presbíteros que participem do mutirão para as confissões, já programadas nas regiões pastorais. “...De um coração silenciado e atento, brota a exigência e a capacidade de olhar com humildade para dentro de nós, reconhecer as ambiguidades do pecado que nos ocupa, e celebrar a reconciliação  para com o Senhor e com os irmãos, através da celebração do sacramento da reconciliação e outras celebrações penitenciais”. O povo em nossas comunidades espera esse nosso gesto.

Incentivar a Quaresma e a CF em FAMÍLIA com o exercício quaresmal privilegiado para esse tempo: a Via Sacra da Fraternidade.

A CF precisa acontecer fora dos ambientes eclesiais. Os presbíteros e agentes de pastoral empenhem-se para que a mesma aconteça junto às Escolas, Ambientes de Trabalho, nos Meios de Comunicação Social, Centros de Poder e de Decisão, Grupos da Sociedade, espaços relacionados à juventude e, onde for possível, junto a irmãos de outras Igrejas Cristãs.

O lançamento da CF pode ser feito na semana anterior à Quarta-Feira de Cinzas, com a presença da Comunidade, Autoridades, Membros de outras Igrejas Cristãs, MCS, etc. Nesta oportunidade, apresentar os objetivos da CF e todo material catequético-litúrgico.

“Pode se conservar o costume de cobrir as imagens da Igreja, a juízo das Conferências Episcopais. As cruzes permanecerão veladas até o fim da Celebração da Paixão do Senhor, na sexta-feira santa. As imagens, até o inicio da Vigília Pascal”. (Instrução Geral do Missal Romano). Se alguma comunidade desejar fazer este gesto, faça – o na Vigília do quinto Domingo da Quaresma (no Sábado da quarta semana da Quaresma). ATENÇÃO: As imagens não são descobertas durante o hino de louvor no sábado santo. Esse gesto era feito no rito romano – rito tridentino. Elas devem ser descobertas antes do inicio da Vigília Pascal. Lembremo-nos sempre de que a Liturgia não é propriedade nossa, e que não podemos submetê-la a vexames, ou desejo pessoal.



SEMANA SANTA E TRÍDUO PASCAL


“Ao celebrar a morte e ressurreição de Cristo, a Igreja não recorda, simplesmente, um acontecimento histórico passado, mas celebra ‘sacramentalmente’ o mistério da salvação; e, ao evocar a morte e ressurreição de Cristo, actualiza a sua misteriosa eficiência. O mistério da Páscoa é, pois, simultaneamente, mistério de Cristo, cabeça, e mistério da Igreja, corpo de Cristo. Na Vigília Pascal, Cristo aplica, de modo especial à Igreja, o poder salvífico da sua morte e ressurreição, e o meio da sua intervenção é a celebração feita pela Igreja” (Aimé – Georges MARTIMORT, Igreja em oração – Introdução a Liturgia).     


Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor. A Benção e a Procissão dos Ramos são inseparáveis. Onde não houver procissão e Celebração Eucarística, não pode haver Benção dos Ramos (cf. Diretório Litúrgico – anotações para Domingo de Ramos na Paixão do Senhor). “...o uso dos Ramos faz alusão a festa das Tendas. Agitando nossos Ramos, caminhando e cantando hinos de vitória ao Cristo, Rei e Redentor, aclamamos Jesus como Messias. Ele vem realizar todas as promessas dos profetas e instaurar o Reino de Deus: justiça para os pequenos; participação de todos em igualdade, em vez de grupos poderosos dominando o povo; convivência fraterna sem exclusões, sem discriminações; paz entre os povos e diálogo entre as culturas; plena comunhão com Deus...” (Ione Buyst, Preparando a Páscoa – Paulinas, p. 55).

ATENÇÃO: A solenidade da Anunciação do Senhor (25/03) é transferida para o dia 09/04, com ofício solene próprio.

Para MISSA do CRISMA, dia 28 de março, quarta-feira, às 19h30, na Sé Catedral, os párocos devem estar acompanhados com representantes leigos e leigas das respectivas paróquias, lembrando o caráter REAL, PROFÉTICO e SACERDOTAL de todo o Povo de Deus, que com alegria vive o ANO do LAICATO. Na mesma celebração os presbíteros renovam os seus compromissos sacerdotais e pastorais. ATENÇÃO: A sobra dos santos óleos “dos anos anteriores” pode ser queimada ou lançada sobre a terra (se for o caso, enterrada).

Na Quinta-Feira Santa, no final da celebração, não há benção final e nem procissão solene com o Santíssimo Sacramento na custódia ou ostensório. O tabernáculo deve estar vazio no início da celebração e, serem consagradas partículas para a própria celebração e para a comunhão na Sexta-Feira Santa. A reserva eucarística (que servirá para a comunhão dos fiéis na Solene Ação Litúrgica na celebração da Paixão do Senhor) deve ser transportada numa âmbula maior coberta pelo véu umeral usado pelo sacerdote na transladação, até o local (capela, salão...) devidamente ornado, para a reposição. Onde houver a URNA, a reposição da âmbula com as espécies consagradas, seja efetuada na mesma. No lugar da urna, pode ser usado um sacrário maior. Onde não for possível nem urna e nem sacrário maior, a âmbula com a reserva eucarística permaneça coberta com um véu (conopéu) como é costume em nossas paróquias. Neste dia também não há exposição solene do SSmo. Sacramento. Os fiéis sejam exortados a fazer pelo menos uma hora de vigília, na quinta-feira, após a celebração da Ceia do Senhor, ou na sexta-feira pela manhã, em profunda comunhão com o Senhor em sua Paixão.

Para a celebração litúrgica solene da Paixão do Senhor, na sexta-feira santa, a partir das 15 horas, os sacerdotes e diáconos revistam-se dos paramentos como para a Missa. A cor é a vermelha, ressaltando a realeza e o martírio de Jesus (cf. IGMR).

Valorizar a procissão da Sexta-Feira Santa com a imagem do Senhor Morto e Nossa Senhora das Dores. A referida procissão está no coração do povo cristão católico e constitui-se numa oportunidade singular para evangelização sobre o significado do sofrimento, da morte e da vitória de Jesus. A cor é a roxa.

Preparar o espaço celebrativo para a Solene Vigília Pascal – “mãe de todas as vigílias”.

ATENÇÃO: “Começando nas trevas do pecado e da morte, das quais o homem nunca sai completamente, a benção do fogo é toda dirigida ao Círio Pascal, que representa Cristo, principio de salvação. Na chama do Círio resplandece o fulgor do Ressuscitado, no qual todo homem deve iluminar-se” (A.G. Martimort , Igreja em Oração – Introdução à Liturgia). O Círio Pascal seja ornamentado, permaneça junto ao ambão, aceso em todas as celebrações do Tempo Pascal, apagado solenemente na missa vespertina do Domingo de Pentecostes, levado para junto da Pia Batismal e aceso nas celebrações do Batismo, Crisma e primeira Eucaristia.

O Tríduo Pascal são os três dias de Cristo Crucificado, morto e ressuscitado.  Ele constitui-se numa unidade: tem início com a Solene Missa Vespertina da Ceia do Senhor, como centro a Vigília Pascal e, encerra-se com as vésperas do Domingo da Ressurreição. Na Comunidade onde houver a celebração da Ceia do Senhor, deve haver a Solene ação Litúrgica na Paixão do Senhor e a Vigília Pascal. Os Ministros Leigos da Palavra e do Culto, nas suas respectivas comunidades, com anuência do Pároco, podem realizar o Tríduo Pascal, com as adaptações litúrgicas necessárias.

TEMPO PASCAL


“... A celebração da Páscoa continua durante o tempo pascal. Os cinquenta dias que vão do Domingo da Ressurreição até o Domingo de Pentecostes, são celebrados com alegria e como um só dia festivo, antes como o ‘grande domingo’. Os domingos deste tempo devem ser considerados como ‘domingos de Páscoa’ e tem precedência sobre qualquer festa do Senhor e qualquer Solenidade. As solenidades que coincidem com estes domingos são celebrados no sábado anterior. As festas em honra da bem aventurada Virgem Maria ou dos Santos, que ocorrem durante a semana não podem ser transferidas para estes domingos” . (  Paschalis Sollemnitatis: A Preparação e Celebração das Festas Pascais – Congregação para o culto divino, nº 100 – 101).


No tempo da Quaresma, na Paixão do Senhor, na Vigília pascal e dia de Páscoa, no tempo pascal, na Ascensão do Senhor e Pentecostes, utilizar as bênçãos solenes propostas no Missal Romano. 



“...Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim...” (Jo 13, 1).



                                                                                                                                                                         Combinado!


                                                                                                                                               Dom Sérgio Aparecido Colombo

Bispo Diocesano

“Como aquele que serve”

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