Homilia no Encerramento do Retiro do Clero 2017

POSTADO EM 24 de AGOSTO de 2017

Retiro dos Presbíteros – Itaici

21 à 24 de agosto de 2017

Orientador:

Dom Paulo Antônio Mascarenhas Roxo, Opraem.

         

   Na Eucaristia de encerramento do retiro dos presbíteros em Itaici, Dom Sérgio apresentou uma síntese das reflexões, que chamou de propostas a serem conservadas e retomadas a cada dia.

 Ter presente que Deus nos dá a graça, e que a mesma é sempre iniciativa dele. Da nossa parte, humildade. O reconhecimento daquilo que somos. O que eu tenho que não me foi dado? Pedir para que Deus se manifeste em nossa vida.

  • Somos seres humanos. Aí está a nossa grandeza. O padre é um ser humano. É preciso crescer na consciência do que somos, em nossa inteireza existencial, em nosso estar para nós mesmos, para o outro, para o povo, curando nossas feridas, preenchendo nosso vazio, nossa solidão, pelo amor. Trabalhar na intimidade com o Senhor, cada dia, estas verdades.
  • Na liberdade que alcançamos em Cristo, buscar a maturidade, crescer sempre mais, ir mais longe, reconhecer que é capaz de..., não parando nas coisas pequenas. Busquemos o equilíbrio, o domínio de nós mesmos. Uma certeza jamais passe despercebida, Deus nos procura sempre.
  • Nunca desconsiderar nossa pertença ao Senhor, nós que somos chamados à santidade – vocação comum a todo povo de Deus. Como cristão, como padre, é preciso estar na santidade cada dia. Isso tudo possível pela fé. Sou humano, sou cristão, tenho fé. Fé que é dom e entrega total. Irmãos: estamos aqui movidos pela fé. Que esta fé nos faça confiar sempre mais, amando e servindo, à exemplo de Maria.
  • Voltou para nós nesse retiro o apelo à comunhão. Somos chamados à comunhão: comunhão que é o desejo de Jesus, mas que para nós continua um desafio. Ele quer comunhão conosco. Quer que tenhamos (cada um e como presbitério) as mesmas coisas que ele tem. Cada dia, peçamos a graça da comunhão com ele, vivo – ressuscitado, a comunhão entre nós. Como foi marcante o exemplo da videira apresentado pelo orientador do retiro: unidos ao tronco – unidos entre nós, para ter a vida dele – viver da mesma natureza dele.
  • E assim permitamos que Cristo seja formado em nós; que nós adquiramos a sua forma. Que não hesitemos em entrar na realidade ontológica da Santíssima Trindade: na comunhão com Jesus, no mistério pascal de Cristo a partir de onde se forma a Igreja.
  • Que tudo que vivemos neste retiro, assim como toda nossa vida ministerial, se encontre e se ilumine na Eucaristia. Nela permanece o Mistério da Cruz, onde a dor, o sofrimento e a morte, conduzem a vida, a vitória, a Ressurreição. Não é por nossa força que ela acontece, mas por força daquele que a realizou uma única vez – Jesus Cristo. Memorial do único e irrepetivel sacrifício – a nova aliança – amor sem limites, amor até o fim.
  • Na Eucaristia nossa identificação plena com o Mistério de Cristo. Afinal é na pessoa dele que agimos. Nada nos roube esta alegria.

    Voltamos para nossos afazeres. Saiamos com o propósito de amar mais, de modo mais autêntico, como convém àqueles que pregam o amor. Amor com a força que procede do próprio Deus. Para além das diferenças não nos esqueçamos: Deus nos amou primeiro. Nosso amor seja ativo – não tenhamos medo de ir ao encontro do outro; seja humilde para ser amor que transforma o coração e as relações.

    - O que Deus pôde realizar em minha vida neste retiro?

    - Ele me falou, me tocou, me sensibilizou?

    - Que bom se sairmos com essa certeza: Deus nos olhou com amor nesses dias.


    + Sérgio,

    Bispo Diocesano

      

     

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