"Batizados e enviados: o mês missionário extraordinário abriu para nunca fechar!"

POSTADO EM 08 de Outubro de 2019

INTRODUÇÃO PARA A ABERTURA DO MÊS MISSIONÁRIO EXTRAORDINÁRIO


Iniciamos, neste mês de outubro, na Igreja inteira o Mês Missionário Extraordinário e, com ele, o Sínodo para a Amazônia: dois eventos convocados pelo Papa Francisco, em uma feliz coincidência, para a Igreja assumir sua natureza missionária. A missão é o “RG” da Igreja, pois Deus é missão: o seu “amor fontal” e misericordioso quer comunicar-se com o mundo. Desse modo a Igreja surge missionária desde seu nascimento.

Como Dom Sergio nos lembrou ao iniciar a solene Eucaristia de abertura diocesana do mês missionário, duas são as razões pelas quais esse mês é extraordinário: primeiro porque é um evento especial para a Igreja inteira, mas também porque pela primeira vez em nossa Diocese, o mês missionário inicia de forma tão bonita e solene, com a presença de todas as regiões pastorais reunidas nesta noite! De fato a celebração aconteceu no espaço aberto da quadra da paróquia de Santa Terezinha em Bragança Paulista na presença de representantes da inteira Diocese que lotaram abundantemente e além de qualquer previsão o espaço à disposição.

Por que celebrar “diocesanamente”, em comunhão com a Igreja universal, esse momento que abre e nunca encerra?

«Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo»: a celebração deste mês nos ajuda, em primeiro lugar, a reencontrar o sentido missionário da nossa adesão de fé a Jesus Cristo, fé recebida como dom gratuito no Batismo. O ato, pelo qual somos feitos filhos e filhas de Deus, sempre é eclesial, nunca individual: da comunhão com Deus, Pai e Filho e Espírito Santo, nasce uma vida nova partilhada com muitos outros irmãos e irmãs. E esta vida divina não é um produto para vender – não fazemos proselitismo –, mas uma riqueza para dar, comunicar, anunciar: eis o sentido da missão. Recebemos gratuitamente este dom, e gratuitamente o partilhamos, sem excluir ninguém. A Igreja está em missão no mundo. Uma Igreja em saída até aos extremos confins, requer constante e permanente conversão missionária.

O Mês Missionário Extraordinário se inicia na festa de Santa Terezinha, padroeira da Missão e dos missionários. A celebração deste mês, que se abre, mas nunca deve fechar-se, nos ajude a reconhecer que a missão é o paradigma de toda a vida da Igreja, o critério para medir a eficácia de suas estruturas, a atuação de todas as pastorais, a real conversão a Cristo de toda a comunidade e, portanto, de todos nós, discípulos-missionários do único Mestre.

Que o Espirito, Protagonista da única Missão que é de Deus, nos impulsione a sair rumo ao mundo para anunciar Cristo crucificado e ressuscitado.

O mandato “Ide e anunciai” toca-nos de perto. Eu sou sempre uma missão; tu és sempre uma missão; cada batizada e batizado é uma missão. Quem ama, põe-se em movimento, sente-se impelido para fora de si mesmo: é atraído e atrai; dá-se ao outro e tece relações que geram vida. Para o amor de Deus, ninguém é inútil nem insignificante. Cada um de nós é uma missão no mundo, porque fruto do amor de Deus.

Esta vida, que nos é comunicada no Batismo, garante-nos que somos filhos e filhas, sempre e em toda parte: jamais seremos órfãos, estrangeiros ou escravos na casa do Pai. Aquilo que, para o cristão, é realidade sacramental, permanece vocação e destino para todo o homem e mulher.

Assim, a nossa missão se insere na paternidade de Deus e na maternidade da Igreja: “Como o Pai Me enviou, também Eu vos envio”. Este envio incumbe ao cristão, para que a ninguém falte o anúncio da sua vocação a filho e filha adotivo e a certeza da sua dignidade pessoal.

Também hoje, a Igreja continua a necessitar de homens e mulheres que, em virtude do seu Batismo, respondam generosamente à chamada para sair da sua própria casa, da sua família, da sua pátria, da sua própria língua, da sua Igreja local. A fé na Páscoa de Jesus, o envio eclesial batismal, a saída geográfica e cultural de si mesmo e da sua própria casa exigem a missão até aos últimos confins da terra.

Um renovado Pentecostes abra de par em par as portas da nossa comunidade, da nossa Diocese e da Igreja inteira. A Páscoa de Jesus rompe os limites estreitos de mundos, religiões e culturas, chamando-os a crescer no respeito pela dignidade de todos, rumo a uma conversão cada vez mais plena ao Senhor Ressuscitado, verdadeira vida para todos. Que o Espirito do Ressuscitado suscite inda hoje, no seio das nossas comunidades, vocações missionárias ad gentes (a todos os povos), ad extra (além fronteiras) e ad vitam (por toda a vida)!

A Maria, nossa Mãe e à intercessão de Santa Terezinha, confiemos a missão da Igreja: a única missão que é de Deus e nossa também.

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