Homilia no Dia da Santificação do Clero 2018

POSTADO EM 09 de Junho de 2018

HOMILIA

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus – Ano B

Dia de Santificação do Clero – 08/06/2018

           

                  Irmãos!

  • Nesta Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, o profeta Oséias nos ajuda a entrar no mistério, na dimensão do amor com que o Senhor tratou Israel, ainda criança, nas suas origens – amor não correspondido pela indiferença e ingratidão. Quanto mais o Senhor buscava e chamava Israel mais ele se afastava, corria atrás dos ídolos.
  • Foi ele que o tomou nos braços, dispensou cuidados, buscou atraí-lo com vínculos humanos e laços de amor. Jamais o abandonou e, mesmo diante da maldade do seu povo – povo eleito, não desistiu. Falou mais alto o seu coração que, foi capaz de se comover, revelando a pedagogia da misericórdia. O coração de Deus é um coração capaz de se comover, derramar o seu amor.
  • O coração comovido de Deus (até às entranhas) – é o coração traspassado do crucificado, aquele mesmo que se deixou dar a si mesmo, pois “amou até o fim”. O Filho que assume o amor aniquilado, afim de derrotar o mal e restituir a dignidade aos seres humanos, que o pecado tornou escravos.
  • Queridos irmãos presbíteros:
  • Contemplemos, rendamos graças pelo nosso sacerdócio que, outra coisa não pode ser senão, o amor do coração de Jesus. Lembremos: do seu coração brotou o dom do nosso ministério sacerdotal, de nossa parte sem mérito algum, porém, de nós exigindo, como Ele, fidelidade e amor.
  • Formemos cotidianamente o nosso coração a partir do coração de Jesus, da ciência e do conhecimento do seu amor. Configuremos o nosso coração sacerdotal com o coração pastoral de Jesus, vivendo com alegria esse mistério colocado em nossas mãos. Sejamos homens da experiência do Deus vivo, capazes de como ele nos comover diante do sofrimentos dos irmãos e irmãs a nós confiados, educadores, apaixonados, sintonizados com a vida do nosso povo, fazendo-o chegar a Deus. É isso que o povo espera de nós. Não da para ser presbítero de outro modo.
  • Como presbíteros, ainda, cuidemos de nós mesmos, da nossa comunhão, abrindo brechas para alteridade se não for possível abrir portas. Respeitemo-nos uns aos outros, queiramo-nos bem, só assim poderemos cuidar bem do povo a nós confiado. Demos lugar a caridade pastoral, nosso ofício por excelência, de modo que o nosso eu, revele Jesus sacerdote.
  • Não nos esqueçamos: nosso sacerdócio não está a serviço de nós mesmos, de nossas ideologias, egoísmo, isolamento, da Igreja que imaginamos, julgando muitas vezes que nos bastamos a nós mesmos, mas está a serviço da Igreja e do povo, especialmente os pobres e os últimos. Livremo-nos de nossa auto referencialidade. Voltemo-nos para os que anseiam e querem ver em nós a imagem do próprio Jesus. Não prejudiquemos nunca aqueles que fomos chamados a salvar. Recorramos a mãe de Jesus. Ela nos quer realizados e felizes          

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    + Sérgio

    Bispo Diocesano de Bragança Paulista

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