No domingo de Ramos o Papa denunciou a indiferença diante do destino de tantos prófugos e marcou encontro com os jovens em Cracóvia para a próxima assembleia mundial - Fuga da responsabilidade

POSTADO EM 21 de Março de 2016

Na imagem de Jesus – ao qual durante a paixão «é negada qualquer justiça» e que «sente na pele também a indiferença» – o Papa Francisco vê refletida a de «muitas pessoas, tantos marginalizados, prófugos, refugiados», de cujo destino «muitos não querem assumir a responsabilidade», confidenciou-o durante a celebração do domingo de Ramos, presidido na manhã de 20 de março na praça de São Pedro, na presença de uma multidão de fiéis, entre os quais muitos jovens com os quais marcou um encontro para a próxima jornada mundial que terá lugar em Cracóvia de 26 a 31 de julho.

Próximo do obelisco o Papa benzeu os ramos de oliveiras e, no final da procissão que chegou ao adro da basílica vaticana, celebrou a missa. Na homilia o Pontífice comentou a narração da paixão do Senhor segundo Lucas, convidando, nestes dias da semana santa, a olhar mais vezes para o crucificado, que «é a “cátedra de Deus” para aprender o amor humilde, para renunciar ao egoísmo, à busca de poder e fama».

No final do rito Francisco guiou a oração mariana do Angelus, confiando à intercessão de são João Paulo II os últimos meses de preparação da jornada da juventude em terra polaca. No cenário do ano santo da misericórdia ela constituirá o jubileu dos jovens a nível da Igreja universal.

Homilia do domingo de Ramos

Angelus

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