PAZ, AMOR E MUITO AXÉ. MANIFESTAÇÃO INTER-RELIGIOSA CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA.

POSTADO EM 30 de Janeiro de 2017

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O Estado brasileiro instituiu o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa através da Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007, celebrado dia 21 de janeiro, cuja data rememora o falecimento da Yalorixá Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum (BA), vítima de intolerância por ser praticante de religião matriz africana.

O evento realizado em Franco da Rocha através da Paróquia Bom Jesus da Paradinha, na pessoa do Pe. José Aparecido de Souza (Pe. Cido) e e a Comunidade do Candomblé e da Umbanda de Franco da Rocha e região, na pessoa da  Iyá Tânia foi um pequeno gesto em favor deste combate à intolerância religiosa.

Repetindo o gesto que tradicionalmente ocorre na Bahia, a “Lavagem do Bonfim”, as escadas da Paróquia Bom Jesus da Paradinha foram também lavadas.

O significado da lavagem das escadas está relacionado a um momento de devoção demonstrado a Jesus. Lavar as escadas é purificar-se e purificar a realidade de todo mal. Através da água de cheiro que traz o novo odor, se deseja que haja Paz em nosso meio, que o amor pelo próximo seja demonstrando na capacidade que temos de respeitar e ser tolerante. E por fim, deseja-se que a oferenda que é trazida para Jesus seja por ele acolhida. O desejo de um novo tempo de paz, justiça, fraternidade e muito Axé.

Tal gesto também é uma manifestação contra o racismo que se demonstra em toda forma de perseguição, discriminação, intolerância, desqualificação e inferiorização de uma cultura por outra.

Essa e outras manifestações que proporcionem um momento de encontro entre culturas, religiões, espaços de convivência entre diferentes, são pequenos sinais em gestos concretos do caminho a percorrer em vista do que acreditamos como educação e espiritualidade ecológica em vista do cuidado com a Casa Comum como nos ensina o Papa Francisco na Laudato Si: “A maior parte dos habitantes do planeta declara-se crente, e isto deveria levar as religiões a estabelecerem diálogo entre si, visando o cuidado da natureza, a defesa dos pobres, a construção duma trama de respeito e de fraternidade”. (Cf. Laudato Si, n. 201).

           


Pe. José Antonio Boareto

Dimensão Ecumênica e Diálogo inter-religioso da Diocese de

Bragança Paulista.


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