Minha política é a do amor ao próximo! (Beata Dulce dos Anjos)

POSTADO EM 06 de Março de 2019

Por Pe. José Antonio Boareto

           

            A Campanha da Fraternidade deste ano com o tema das políticas públicas e lema: “Serás libertado pelo direito e a justiça!” (Is 1,27) pretende oferecer uma contribuição a formação das comunidades cristãs no que diz respeito à participação dos cristãos e cristãs junto à política.

            Como cidadãos e cidadãs temos a responsabilidade de acompanhar as ações governamentais como também empenhar-se em organizar e articular ações que possam favorecer políticas públicas. Os cristãos e cristãs não podem se ausentar de participar da democracia e nem ser omissos diante de uma situação de injustiça.

            A evangélica opção pelos pobres é compromisso com a justiça em favor da paz. A política para os cristãos e cristãs tem como finalidade o bem comum e numa compreensão mais teológica diríamos a fraternidade, ou seja, salvaguardar os direitos humanos de cada pessoa humana defendendo sua dignidade de filho e filha de Deus.

            A caridade é um modo nobre de fazer política. Formar grupos de fé e política são propostas desta Campanha da Fraternidade para que haja pessoas que queiram estar no serviço de governo comprometido com os valores do Evangelho. Mas também é um chamado à conversão de cada um de nós a compreender que o Cristianismo é uma ética, isto é, um verdadeiro humanismo que se expressa na perspectiva apontada por Jesus no Evangelho de São Mateus: O que fizer a eles é a mim que o fazeis. (Cf. Mt 25, 35-45).

            O fundamental da vida é o amor. O que fizermos a cada pessoa de coração estaremos fazendo a Jesus. A Beata Dulce dos Anjos entendeu isso perfeitamente quando diz: “Minha política é a do amor ao próximo!”. O anjo bom da Bahia ainda nos ensinou: “Não entro na área política, não tenho tempo para inteirar das implicações partidárias. Meu partido é a pobreza”.

            A Igreja não entra na política, mas inspira os cristãos e as cristãs a serem fermento na massa. E é por isso que há cristãos e cristãs oferecendo solidariedade aos excluídos e marginalizados, pois onde há injustiça ali deve haver um cristão comprometido e uma cristã comprometida em garantir o direito e a justiça.

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Pe. José Antonio Boareto

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